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segunda-feira, 14 de abril de 2008

Beijo



Um beijo é uma obra de arte, feita a dois.
E como todas as obras de arte, é feita à velocidade da inspiração, espontâneamente. Sem pressa, dedicando a alma (não o cérebro) à sua criação. Temos que ter atenção ao todos os pequenos detalhes, porque um beijo não se trata apenas de lábios e lingua: começa com um olhar profundo, continua a galope dos lábios e espalha-se por todo o corpo.
São detalhes, como estes, que fazem que um beijo seja absolutamente inesquecível.

Mas acima de tudo, eu acredito firmemente que um beijo não se dá, nem se recebe, mas experimenta-se! E é das melhores coisas que se pode descobrir e experimentar a dois.


Imagem: O Beijo
Rodin

domingo, 2 de março de 2008

Sentimentos



Gostava de por em palavras tudo o que sinto. Mas as minhas poucas palavras não chegam.
Podia dizer " Desaparece da minha existência", ou "Não me sigas, não quero saber mais de ti. Não me mereceste nunca, eu é que entendi tarde de mais...". Mas em tudo o que possa escrever, irá faltar sempre alguma coisa.
O sentimento é algo que não se consegue sintentizar em palavras, frases ou versos. O sentimento, sente-se...apenas e só... E é muito dificil partilha-lo.
É algo que, para bem ou para mal, é apenas nosso e não sai de lá quando queremos. Ele vem sem avisar, entra sem bater à porta, deixa-nos bem ou mal ou algures entre os dois e sai, sem dizer nada, muito devagar ou num piscar de olhos.
Seja como for, gostava de poder partilhar com o mundo tudo o que sinto neste momento, mas não posso. São os meus sentimentos e mais ninguém os pode sentir por mim.
Talvez, e só talvez, o que mais se aproxime do sentimento humano seja a poesia. E talvez, de toda a poesia que conheço, seja este o poema que mais se parece ao que eu sinto.




Puedo escribir los versos más tristes...
(Pablo Neruda)

Puedo escribir los versos más triste esta noche.

Escribir, por ejemplo: "La noche está estrellada,
y tiritan, azules, los astros, a lo lejos".

El viento de la noche gira en el cielo y canta.

Puedo escribir los versos más triste esta noche.
Yo la quise, y a veces ella también me quiso.

En las noches como ésta la tuve entre mis brazos.
¡La besé tantas veces bajo el cielo infinito!
Ella me quiso, a veces yo también la quería.
¡Cómo no haber amado sus grandes ojos fijos!

Puedo escribir los versos más tristes esta noche.
Pensar que no la tengo. Sentir que la he perdido.

Oír la noche inmensa, más inmensa sin ella.
Y el verso cae al alma como al pasto el rocío.

Qué importa que mi amor no pudiera guardarla.
La noche está estrellada y ella no está conmigo.

Eso es todo. A lo lejos alguien canta. A lo lejos.
Mi alma no se contenta con haberla perdido.

Como para acercarla mi mirada la busca.
Mi corazón la busca, y ella no está conmigo.

La misma noche que hace blanquear los mismos
árboles.
Nosotros, los de entonces, ya no somos los mismos.

Ya no la quiero, es cierto, ¡pero cuánto la quise!
Mi voz buscaba el viento para tocar su oído.

De otro. Será de otro. Como antes de mis besos.
Su voz, su cuerpo claro. Sus ojos infinitos.

Ya no la quiero, es cierto, pero tal vez la quiero.
Es tan corto el amor, y es tan largo el olvido.

Porque en noches como ésta, la tuve entre mis brazos,
mi alma no se contenta con haberla perdido.

Aunque éste sea el último dolor que ella me causa,
y estos sean los últimos versos que yo le escribo.

Imagem - Old guitarist
Pablo Picasso 1903 - 1904

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Para ti que não conheço


Não nos conhecemos. Ou talvez sim... Na verdade eu nem sequer sei se existes. Apenas algo me diz que sim. Para ti que, um dia me irás fazer parar o mundo e dar-me forças para mover montanhas e atravessar todos os vales da Terra, para ti, mulher maravilhosa que me fará perder a noção do tempo e do espaço quando estiveres comigo... Quero dizer-te que te amo.
Não sei quem tu es, não sei como tu es, quais os teus filmes favoritos, ou sequer a cor que mais gostas. Não te imagino, e no entanto nunca estive tão apaixonado por ninguém. És a razão pela qual o meu mundo tem cores, aromas e sabores. Es a pessoa que me inspira a ser melhor cada dia e, no entanto, não existes (ainda) na minha vida.
Sejas quem fores, estejas onde estiveres, não tenhas medo e aparece. Eu sei que também me amas, apenas não me conheces ainda.

Vamos pintar o mundo com as nossas cores!

P.S: Amo-te

Imagem - Jeune fille a la fenetre
Salvador Dali 1925

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Uma viagem na montanha russa...


Depois de muito pensar e ponderar avançamos (com o cú na mão mas avançamos) para a fila da montanha russa. E esperamos... E damos mais um passo.. E esperamos outra vez... E vemos as pessoas que de lá saem: contentes, aterrorizadas, sem reacção, a querer repetir, a dizer que nunca mais.
Sem darmos conta já estamos sentados na carruagem. Cintos apertados, orações em dia. E a carruagem move-se. Pensamos "Agora não há nada a fazer"... Resignamo-nos ao facto de que, durante uns minutos, não somos responsáveis pela nossa vida. Confiamos que tudo corra bem.
E aqui vamos nós! Ora a subir ora a descer. Ora a rir, ora com os olhos bem fechados e com as mãos bem apertadas nas barras de segurança, como se disso a nossa vida dependesse. Mas não depende. Naquele momento estamos entregues a qualquer que seja a nossa crença.
E, de repente.... calma... Olhamos para os lados e não vemos nada de cabeça para baixo. Já não sentimos o vento na cara, a adrenalina no corpo começa a descer. A viagem acabou.
E tal como todos os outros que observámos na fila, nós saimos da montanha russa contentes, ou aterrorizados, ou sem reacção, ou a querer repetir, ou a dizer que nunca mais.
Amar é como entrar na montanha russa pela primeira vez. Não sabemos o que nos espera, mas confiamos. E as vezes estamos em cima, outras vezes estamos em baixo, outras vezes a cair em espiral. Até que, finalmente, a viagem acaba. E nós podemos sentir-nos de muitas formas no final.
Seja qual for o sentimento, gosto de pensar que o importante foi a viagem. Porque a viagem nem sempre corresponde ao sentimento final.

Ouvi dizer

Ouvi dizer
Que o nosso amor acabou
Pois eu nao tive a nocao do seu fim.
Pelo que eu ja tentei
Eu nao vou ve-lo em mim
Se eu nao tive a nocao de ver nascer o homem.

E ao que eu vejo
Tudo foi para ti
Uma estupida cancao que só eu ouvi
E eu fiquei com tanto para dar
E agora nao vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Ouvi dizer
Que o mundo acaba amanha
E eu tinha tantos planos p'ra depois
Fui eu quem virou as paginas
Na pressa de chegar até nós
Sem tirar das palavras seu cruel sentido.

Sobre a razao estar cega
Resta-me apenas uma razao
Um dia vais ser tu
E um homem como tu
Como eu nao fui
Um dia vou-te ouvir dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

Sei que um dia vais dizer

E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma
E pudesse eu pagar de outra forma

A cidade esta deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros,
Nas pontes, nas ruas...
Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura
Ora amarga,ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doenca
Quando nele julgamos ver a nossa cura

Ornatos Violeta com Vítor Espadinha