
Depois de muito pensar e ponderar avançamos (com o cú na mão mas avançamos) para a fila da montanha russa. E esperamos... E damos mais um passo.. E esperamos outra vez... E vemos as pessoas que de lá saem: contentes, aterrorizadas, sem reacção, a querer repetir, a dizer que nunca mais.
Sem darmos conta já estamos sentados na carruagem. Cintos apertados, orações em dia. E a carruagem move-se. Pensamos "Agora não há nada a fazer"... Resignamo-nos ao facto de que, durante uns minutos, não somos responsáveis pela nossa vida. Confiamos que tudo corra bem.
E aqui vamos nós! Ora a subir ora a descer. Ora a rir, ora com os olhos bem fechados e com as mãos bem apertadas nas barras de segurança, como se disso a nossa vida dependesse. Mas não depende. Naquele momento estamos entregues a qualquer que seja a nossa crença.
E, de repente.... calma... Olhamos para os lados e não vemos nada de cabeça para baixo. Já não sentimos o vento na cara, a adrenalina no corpo começa a descer. A viagem acabou.
E tal como todos os outros que observámos na fila, nós saimos da montanha russa contentes, ou aterrorizados, ou sem reacção, ou a querer repetir, ou a dizer que nunca mais.
Amar é como entrar na montanha russa pela primeira vez. Não sabemos o que nos espera, mas confiamos. E as vezes estamos em cima, outras vezes estamos em baixo, outras vezes a cair em espiral. Até que, finalmente, a viagem acaba. E nós podemos sentir-nos de muitas formas no final.
Seja qual for o sentimento, gosto de pensar que o importante foi a viagem. Porque a viagem nem sempre corresponde ao sentimento final.
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sábado, 16 de fevereiro de 2008
Uma viagem na montanha russa...
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